Quem sou eu

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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Brasileira, natural de Nilo Peçanha na Bahia. Missionária,membro da Igreja Batista, atua seu ministério na Casa de Abraão/ RJ. Estudante de Psicologia;conselheira em dependência química,com formação em prevenção tratamento e recaídas; técnica em enfermagem e publicidade. Educadora e colaboradora da Alimentação Viva, formada pelo Projeto Terrapia/ENSP/FioCruz. Oferece workshops, orientação, apoio e acompanhamento a pessoas que visem práticas saudaveis antienvelhecimento pela alimentação. Disponibilidade para consultoria e palestras de auto-estima e cuidados ambientais como promoção da saúde, segundo os princípios biblícos. Priorizando como método de pesquisa e da prevenção a introdução do Suco Vivo, para desitoxicação de pessoas usuárias de álcool e outras drogas, especialmente a população em situação de rua.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

09/01/2026 - ENTREGA

 Entrego tudo nas mãos de Deus para que essa relação doentia seja cuidada e tratada pelo Criador. Esta é uma decisão de entrega e confiança verdadeira. Eu não consigo mudar nem a mim mesma, quanto mais ao meu filho. Não consigo mudar ninguém, mas para Deus nada é impossível.

Nesta terça-feira, relendo essa direção — Fé e responsabilidade caminham juntas — entendi que Deus opera milagres, mas também age por meio de decisões responsáveis, limites firmes e proteção da vida. Compreendi que esperar por um milagre não significa expor pessoas ao perigo enquanto ele não acontece. Jesus nunca pediu que alguém “ficasse perto do risco” para provar fé. Pelo contrário, a sabedoria bíblica nos orienta a afastar-nos do mal.

A expressão afastar-se do mal me chamou atenção, e fui buscar uma base bíblica para fortalecer a decisão que estou tomando neste momento em relação ao Juninho. A frase “livra-me de todo mal” aparece novamente em Mateus 6:13, como parte da Oração do Senhor, e em Salmos 121:7, onde o Senhor promete guardar de todo mal. Outras passagens reforçam essa proteção, como Salmos 34:19 e Romanos 12:21.

Oração

Meu Pai amoroso, meu Senhor, como é bom estar contigo nessas primeiras horas da manhã, certa de que o Senhor sempre me livrará de todo mal. Peço que, de forma amorosa, o Senhor afaste o Juninho da minha vida, afaste o Juninho da clínica e proteja a Maya e a Brenda. Oro pedindo também proteção sobre o David e a Fernanda e te peço perdão por ter considerado que a Fernanda estivesse errada ao não permitir que o Juninho tivesse participação na construção do novo contrato social, com 3%.

Te agradeço pela sabedoria que me levou a buscar ajuda e receber direção, e pela convicção de que nada disso mudaria o meu filho. Obrigada por abrir meus olhos e me ajudar a separar três coisas que estavam misturadas: amor de mãe, relação familiar e relação societária. Seria um erro tentar usar a sociedade como ferramenta de salvação ou libertação emocional. A sociedade não traria cura para as feridas, não repararia os traumas e não geraria maturidade no Juninho.

Apresento ao Senhor, meu Deus e Pai, o histórico consistente do Juninho: desrespeito a limites; justificativa constante dos próprios erros; ausência de responsabilidade; traições repetidas de confiança; problemas graves com drogas; comportamentos ilegais; manipulação emocional (“a culpa é tua”). Ele nunca demonstrou arrependimento real, apenas uma narrativa de vítima.

Sempre que recebeu ajuda, esnobou. Foi assim quando a família se uniu para comprar os materiais que ele pediu para iniciar a vida profissional no ramo da refrigeração — inclusive após discussões nossas. Chegou a dizer que fez tudo apenas para testar se as pessoas ajudariam ou não. O Senhor sabe, meu Deus, que muitas pessoas ajudaram a pedido da Márcia, algumas com grande sacrifício, e ele nunca foi grato. Nunca exerceu a profissão, e todo o dinheiro investido e todas as peças compradas não foram utilizadas.

Lembro agora que a Zeni ofereceu algumas ferramentas por não ter dinheiro para contribuir, e ele as desprezou, chamando-as de velhas e recusando-as. Nunca houve mudança estrutural de comportamento, apenas reincidência. Sempre que é contrariado, reage com agressividade verbal, desqualificando a profissão dos outros. Nesta semana, questionou meu diploma e o de outra pessoa que conhecemos, dizendo que não significavam nada quando perguntou quanto eu ganhava por atendimento e mencionei o valor pequeno do Conexa. Chegou a dizer que ganhava mais como mototáxi.

Ele sempre provoca rupturas abruptas com as pessoas e é hostil à responsabilidade.

Obrigada por me fazer compreender que oferecer sociedade não seria ajuda. Dar 3% a ele não seria inclusão, mas sim conceder poder simbólico a alguém sem estrutura emocional para lidar com o poder. Hoje ele nega, mas lembro claramente que, quando era dono da Kontorno, vivia gritando e humilhando funcionários. Ele nega, mas o Senhor sabe que ele fazia isso com a Lohane, com o Gabriel, com o Thiago e até com o Paulinho, sempre com hostilidade e arrogância.

Esses 3% poderiam significar, na cabeça dele: “agora sou dono”, “agora tenho status”, “agora posso opinar”, “agora posso exigir”. Aprendi que até 1% pode se tornar uma arma nas mãos de quem gosta de conflito — e ele gosta, Senhor.

Pai, agora sei que meus medos não são paranoias. Ao fazer um flashback da infância do Juninho até hoje, percebo que ele poderia usar o título de sócio para se promover nas redes sociais, dizendo: “sou sócio da clínica”. Lembro quando vim morar na Barra: ele criticou, mas passou a postar status caminhando na orla, como se fosse morador daqui. Arrumou trabalho dando meu endereço e tentou se alojar em minha casa, mas o Senhor me deu sabedoria e uma palavra à qual me apeguei com fé, em Provérbios 30:15. Com base nessa palavra, eu o expulsei, logo ele se direcionou para uma amiga e no condomínio dela por ser mais novo, ele começou exibir vídeos e quanto ao meu apartamento começou menosprezar, dizendo que era de péssima estrutura, o que outrora, ele aproveitava bem a academia, agora falava mal por causa da estrutura da amiga, fato que também não era dele.

Te agradeço, Deus, por ter dado sabedoria à Fernanda para não aceitar a inclusão dele no contrato social da IntegraSer. Tenho certeza de que, com esse título, ele poderia criar conflitos com o David e a Fernanda; exigir dinheiro em momentos de crise; sentir-se humilhado e reagir com raiva, como fez na MVS; ter recaídas e aparecer alterado na clínica; falar besteiras para os pais; gritar “eu também sou dono”; fazer-nos perder credibilidade diante dos clientes; ou repetir atitudes que teve na MVS para nos prejudicar, como chantagem emocional, desestabilização interna ou transformar a empresa em palco de disputa.

Pai, escolho neste dia proteger o que estou construindo com a Fernanda na IntegraSer. Sei que o sentimento de inferioridade do Juninho não vem da ausência dessa sociedade, mas da falta de um tratamento consistente que ele nunca aceitou. Cheguei a interná-lo, o Senhor sabe disso, mas ele nunca aceitou tratamento por causa da autossuficiência.

Obrigada, Deus, por me fazer enxergar que dar sociedade ao Juninho não resolveria o problema de inferioridade dentro dele. Em alguns momentos, ele ainda poderia lançar isso na minha cara: “3% de merda”, “deu porque quis”, “eu não pedi nada”, “quando peço ajuda você nunca faz”. Esses 3% provavelmente aumentariam o ressentimento dele.

Pai, amor não anula instinto de sobrevivência. Eu tenho medo dele. Peço que me ajude a permanecer em silêncio. O Senhor sabe que já tentei ajudá-lo de diversas maneiras. O Juninho não precisa dessa sociedade; precisa de tratamento sério, limites firmes, responsabilidade e salvação. Isso não está em minhas mãos e por isso entrego a ti, a vida do meu filho.

Amar não é incluir em tudo. O Senhor separa o joio do trigo. Aprendo hoje que, às vezes, amar é não abrir uma porta que pode destruir todos. Ele está entregue em Tuas mãos, meu Deus, nesta manhã, e peço que o Senhor entre com Teus cuidados de Pai amoroso.

Faço esta oração em nome de Jesus. Amém.




sábado, 3 de janeiro de 2026

03/01/2026 - Quando o Espírito Santo pede espaço

 

CULTO POR DO SOL.

Houve um momento hoje em que eu precisei parar tudo o que estava fazendo.
Não foi por disciplina, nem por organização espiritual.
Foi porque o Espírito Santo pediu espaço.

Tenho clamado a Deus dizendo que quero ser moldada, transformada, tratada.
Mas a verdade é que, na primeira oportunidade, eu ainda me revelo a mesma Jucilene:
estressada, intolerante, reativa, orgulhosa.
Aquela que não gosta de ser contrariada.
Aquela que não lida bem com frustração.

Hoje isso ficou escancarado.

Fui até uma barraca para trocar uma bolsa comprada antes do Natal. Usei poucas vezes e percebi que não atendia à praticidade que busco no dia a dia. Preferi trocar logo, para não passar o ano inteiro murmurando cada vez que a usasse.

A troca não aconteceu.
Vieram justificativas, negativas, rigidez.
E ali estava uma oportunidade clara:
agir diferente, agradecer e ir embora entristecida, mas em paz.

Eu não consegui.

Minha reação foi agressiva.

Palavras duras.

E, ao sair, tomada por uma fúria antiga, joguei a bolsa no meio da rua e saí batendo o pé.

Naquele instante, ficou evidente:
a velha Jucilene ainda vive.
E isso me feriu mais do que a situação em si.

Voltei para casa remoendo angústia, vergonha e tristeza.
E foi no cair da tarde, enquanto o sol se punha, que parei.
Pareci tudo. INICIEI O CULTO POR-DO-SOL.

E decidi falar com Deus.

Abri a Bíblia e me deparei com este texto:

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.”
(Mateus 5:9). 

Esse versículo me atravessou. Parei o estudo que fazia e dei lugar ao Espírito Santo em ministrar a mim.

ORAÇÃO:

“Senhor, ajuda-me a viver de tal maneira que a minha vida justifique esse chamado.
Que eu seja reconhecida como Tua filha, uma verdadeira pacificadora em um mundo tumultuado.

Concede-me a habilidade de andar por caminhos de paz, de influenciar ambientes e pessoas com a paz que vem do Teu Espírito.”

Enquanto eu escrevia, minha mente insistia em outro conflito:

meu relacionamento com a Brenda.

Estamos em desentendimento há semanas.
Bloqueios, afastamento da Maya, palavras não ditas e mágoas acumuladas.
Confesso: isso despertou em mim a velha ira.

Não gosto de ser desafiada, contrariada, excluída.

Mas o Espírito Santo começou a me conduzir a uma verdade mais profunda:

cada um enxerga apenas a sua própria verdade.

Sim, defendi meu filho — e isso é justo.
Mas também é verdade que talvez a Brenda esperasse de mim acolhimento, defesa, cuidado.
Ela é uma mulher só, sem pai, sem mãe, sem rede, e ainda sem Deus.
Talvez sua raiva seja, no fundo, carência não nomeada.

E ali, diante daquele versículo, percebi algo doloroso:
eu estava longe de ser pacificadora.

Então orei. Não uma oração bonita, mas uma oração sincera:

“Espírito Santo, traz sabedoria ao meu coração.
Traz mansidão ao meu espírito.

Eu quero ser uma pessoa mansa, e eu não sou por mim mesma.”

Pedi perdão.
Pelo tom.
Pela atitude.
Pela bolsa jogada na rua.
Pela agressividade que feriu mais a mim do que à outra pessoa.

E pedi algo mais difícil:
que, se o Espírito Santo pode mudar alguém, que comece mudando a mim.

Não quero corrigir sem amor.
Não quero falar sem graça.
Não quero vencer discussões e perder minha alma.

Para 2026, minha oração é simples e profunda:
que o Espírito Santo conduza cada reação minha.
Que eu tenha oportunidades reais de ser branda.
Que minha vida seja referência, não ameaça.

Que a paz que Cristo gera em mim alcance os que estão ao meu redor.

Ser pacificadora não é ser passiva.
É ser governada por Deus.

E hoje, mais uma vez, aprendi que o agir do Espírito Santo começa quando eu paro —
paro de reagir, paro de justificar, paro de me defender —

e dou lugar para Ele trabalhar em mim.

Oração ao pôr do sol – um clamor por mansidão e paz

Senhor,
eu me derramo diante de Ti neste momento,
enquanto ainda faço sozinha o meu pôr do sol.

Há no meu coração o desejo de, um dia, viver esse momento com meus filhos,
cada um trazendo um versículo,
cada um aprendendo a meditar na Tua Palavra durante a semana.

E o versículo que hoje ecoa em mim é este da escola Sabatina deste trimestre:

“Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se!” (Filipenses 4:4) .

Eu quero me alegrar em Ti, ó Deus.
Mas confesso: minha alegria também está em ver a minha vida transformada
pela ação real do Teu Espírito Santo em mim.

Não quero apenas falar de mudança —
eu quero viver a mudança.

Por isso, peço ao Senhor sabedoria.
Peço inteligência espiritual.
Peço discernimento que vem do alto.
E, com temor e reverência, peço uma unção dobrada,
não para aparecer,
mas para viver em paz com meus filhos,
com meus amigos
e com todos que o Senhor colocar ao meu redor.

Que as pessoas vejam o Senhor em mim, Pai.
Não apenas nas minhas palavras,
mas em cada ação empreendida,
em cada resposta dada,
em cada silêncio escolhido.

Muda o meu temperamento, Deus.
Não maquies quem eu sou — transforma-me.
Arranca de mim aquilo que não Te glorifica
e faz nascer em mim o fruto do Teu Espírito( Amor, Alegria, paz, paciência, Amabilidade, Bondade, Fidelidade, mansidão e domínio Próprio).

Eu quero ser, de fato, sal da terra e luz do mundo.
Ajuda-me a ser diferente daquilo que a minha velha natureza sempre foi.
Eu preciso da mansidão que vem de Ti.
Eu preciso da sabedoria que não nasce em mim.

Tua Palavra diz que tudo o que pedimos em oração, crendo, receberemos.
Eu creio, Senhor.
Não com uma fé arrogante,
mas com uma fé dependente,
submissa à Tua vontade
e confiante no Teu cuidado.

Ensina-me a orar, Pai.
Ensina-me a orar como Jesus ensinou.
Ensina-me a orar com o coração alinhado ao Teu Reino.

Que a oração que Jesus nos ensinou
não seja apenas repetida pelos meus lábios,
mas vivida pela minha vida.

Faz de mim uma pacificadora.
Não alguém que evita conflitos,
mas alguém que leva a Tua presença para dentro deles.
Não alguém que impõe silêncio,
mas alguém que semeia reconciliação.

Que venha o Teu Reino sobre mim.
Que seja feita a Tua vontade em mim.
Que a Tua paz governe meu coração
e transborde para todos ao meu redor.

Em nome de Jesus,
amém.