Senti saudade de mim mesma
Uma reflexão sobre a fome por Deus em meio às preocupações
Hoje eu acordei com um desejo sincero: orar.
Queria falar com Deus exatamente como estou, mas também dizer a Ele quem eu desejo ser para Ele.
O problema é que, antes mesmo de abrir a Bíblia, as preocupações começaram a disputar espaço no meu coração, em minha mente. Mas resolvi escrever.
A hora correndo.
A necessidade de preparar o café da Maya.
A agenda cheia, o primeiro atendimento do dia.
E percebi que, se não tomasse cuidado, meu “devocional” se resumiria a ler rapidamente um salmo apenas para dizer que fiz.
Foi então que algo aconteceu dentro de mim.
Lembrei de quem eu fui
Lembrei de quando iniciei na igreja.
Naquela época, os cultos oficiais eram às quartas-feiras e aos domingos, manhã e noite. Mas aquilo não me bastava. Eu queria mais. Queria conhecer mais a pessoa de Jesus.
Passei a ir em cultos de outras igrejas durante a semana.
Voltava para casa cheia de Deus.
Estudava cada mensagem, anotava tudo com zelo, mergulhava nos textos bíblicos.
Houve um tempo em que, para não faltar aos cultos da minha igreja, eu ainda participava dos cultos das 15h em outra denominação. Eu maratonei Jesus.
E quanto mais eu O conhecia, mais eu O amava.
A pastora Vera dizia que eu era uma “abelhinha”, sempre voando de um lugar para outro, faminta por Deus.
Hoje, lembrei dela… e percebi algo que doeu: eu não sou mais assim.
Senti saudade de mim mesma.
Procurando um espelho na Bíblia
Busquei na Palavra alguém que tivesse essa mesma fome de conhecer Jesus. E encontrei Zaqueu.
“Zaqueu queria ver quem era Jesus…” (Lucas 19:3)
Zaqueu era rico, rejeitado, pequeno de estatura. A multidão era um obstáculo. Sua condição social, outro. Mas o desejo era maior.
Ele correu.
Subiu em um sicômoro.
E fez algo que muitos não fariam: se expôs.
O resultado?
Jesus o viu. Chamou-o pelo nome. Entrou em sua casa.
E um encontro genuíno gerou transformação radical. Zaqueu me lembrou que conhecer Jesus exige atitude, não apenas intenção.
Outros que também não desistiram
A Bíblia está cheia de pessoas que decidiram não permitir que as barreiras impedissem um encontro com Cristo:
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A mulher do fluxo de sangue, que enfrentou a multidão e tocou em Jesus com fé ousada.
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Nicodemos, que buscou respostas mesmo com medo e insegurança.
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Os magos do Oriente, que investiram tempo, recursos e esforço para encontrar o Rei.
Todos eles tinham algo em comum: uma busca sincera.
O que isso diz sobre mim hoje?
Talvez a minha “multidão” hoje seja:
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a pressa
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a mente inquieta
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as responsabilidades
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as contas
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o cansaço emocional
Mas Jesus continua passando. E ainda pergunta quem está disposto a subir no sicômoro.
Uma oração sincera
Senhor, eu preciso de um toque Teu hoje.
Preciso aprender a descansar em Ti.
Aquieta a minha mente, livra-me das preocupações que não posso resolver sem a Tua intervenção.
Não peço muito agora, Pai.
Ajuda-me apenas a ler a Tua Palavra, a meditar, a guardar no coração.
Que eu volte a Te buscar não por aquilo que o Senhor pode me dar,
mas porque o Teu amor ainda me atrai e me constrange.
Cuida da minha casa, da minha vida, da minha semana.
Entra onde eu não tenho mais forças para entrar.
Traz provisão, direção e milagres — até nos dias improváveis.
Hoje é feriado.
Hoje parece um dia em que nada acontece.
Mas eu sei: Tu ages também nos dias improváveis.
Faz um milagre em mim.
Em nome de Jesus. Amém.

