MORADORES DE RUA:
Apesar da reconhecida diversidade, as pessoas em situação de rua partilham inúmeras características; são todos muito pobres de espírito, de alma abatida e com uma trajetória de vida cheia de fracassos pessoais e desamparo institucional. Sem casa, e sem lar, reinventam diariamente as soluções pra sua subsistência: alimentos, abrigo, dinheiro, bebida, remédios e segurança. Se possuem aparência jovem, são prontamente confundidos com drogados e os transeuntes tomam o cuidado de evitá-los. Alguns se colocam em frente aos bares e pedem dinheiro para um café. Nenhum deles assumem abertamente que quer dinheiro para tomar uma “birita, ou fazer uso de outra droga.
Mesmo para os habitantes e trabalhadores das grandes regiões acostumados a essa realidade, estes ficam perplexos ao saber que a população de rua, em sua maioria, são homens adultos. Vale dizer que existe um número considerável de crianças menores de 13 anos.
É utópico pensar que uma única administração consiga acabar com a população de rua. Esta problemática é uma herança de décadas, quando a partir do século XVII, crianças recém-nascidas eram abandonadas nas portas das igrejas, conventos e residências até mesmo nas ruas. Moradores de rua é uma problemática que tem se arrastado há séculos. Há fatores sempre associados, como o desemprego, alcoolismo, drogas, rompimento de relações familiares, etc, que tornam tão complexa a assistência social, como também o agravante rompimento da comunhão com DEUS, comprometendo a vida espiritual.
Que faremos diante dos desafios dessa realidade? Lavaremos nossas mãos como Pilatos, tentando nos isentar da responsabilidade frente a um mundo não apenas sem salvação, mas sem pão, sem roupas, sem casa, sem esperança?
Busquemos o equilíbrio em nossas igrejas – oferecendo ao mundo perdido o Pão Vivo que desceu do Céu – JESUS, o CRISTO, sem, no entanto, nos esquivarmos da ordem de Jesus a multidão faminta – “Dai-lhes vos de comer” ( Lc 9.13).













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