CULTO POR DO SOL.
Houve um momento hoje em que eu precisei parar tudo o que estava fazendo.
Não foi por disciplina, nem por organização espiritual.
Foi porque o Espírito Santo pediu espaço.
Tenho clamado a Deus dizendo que quero ser moldada, transformada, tratada.
Mas a verdade é que, na primeira oportunidade, eu ainda me revelo a mesma Jucilene:
estressada, intolerante, reativa, orgulhosa.
Aquela que não gosta de ser contrariada.
Aquela que não lida bem com frustração.
Hoje isso ficou escancarado.
Fui até uma barraca para trocar uma bolsa comprada antes do Natal. Usei poucas vezes e percebi que não atendia à praticidade que busco no dia a dia. Preferi trocar logo, para não passar o ano inteiro murmurando cada vez que a usasse.
A troca não aconteceu.
Vieram justificativas, negativas, rigidez.
E ali estava uma oportunidade clara:
agir diferente, agradecer e ir embora entristecida, mas em paz.
Eu não consegui.
Minha reação foi agressiva.
Palavras duras.
E, ao sair, tomada por uma fúria antiga, joguei a bolsa no meio da rua e saí batendo o pé.
Naquele instante, ficou evidente:
a velha Jucilene ainda vive.
E isso me feriu mais do que a situação em si.
Voltei para casa remoendo angústia, vergonha e tristeza.
E foi no cair da tarde, enquanto o sol se punha, que parei.
Pareci tudo. INICIEI O CULTO POR-DO-SOL.
E decidi falar com Deus.
Abri a Bíblia e me deparei com este texto:
“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.”
(Mateus 5:9).
Esse versículo me atravessou. Parei o estudo que fazia e dei lugar ao Espírito Santo em ministrar a mim.
ORAÇÃO:
“Senhor, ajuda-me a viver de tal maneira que a minha vida justifique esse chamado.
Que eu seja reconhecida como Tua filha, uma verdadeira pacificadora em um mundo tumultuado.
Concede-me a habilidade de andar por caminhos de paz, de influenciar ambientes e pessoas com a paz que vem do Teu Espírito.”
Enquanto eu escrevia, minha mente insistia em outro conflito:
meu relacionamento com a Brenda.
Estamos em desentendimento há semanas.
Bloqueios, afastamento da Maya, palavras não ditas e mágoas acumuladas.
Confesso: isso despertou em mim a velha ira.
Não gosto de ser desafiada, contrariada, excluída.
Mas o Espírito Santo começou a me conduzir a uma verdade mais profunda:
cada um enxerga apenas a sua própria verdade.
Sim, defendi meu filho — e isso é justo.
Mas também é verdade que talvez a Brenda esperasse de mim acolhimento, defesa, cuidado.
Ela é uma mulher só, sem pai, sem mãe, sem rede, e ainda sem Deus.
Talvez sua raiva seja, no fundo, carência não nomeada.
E ali, diante daquele versículo, percebi algo doloroso:
eu estava longe de ser pacificadora.
Então orei. Não uma oração bonita, mas uma oração sincera:
“Espírito Santo, traz sabedoria ao meu coração.
Traz mansidão ao meu espírito.
Eu quero ser uma pessoa mansa, e eu não sou por mim mesma.”
Pedi perdão.
Pelo tom.
Pela atitude.
Pela bolsa jogada na rua.
Pela agressividade que feriu mais a mim do que à outra pessoa.
E pedi algo mais difícil:
que, se o Espírito Santo pode mudar alguém, que comece mudando a mim.
Não quero corrigir sem amor.
Não quero falar sem graça.
Não quero vencer discussões e perder minha alma.
Para 2026, minha oração é simples e profunda:
que o Espírito Santo conduza cada reação minha.
Que eu tenha oportunidades reais de ser branda.
Que minha vida seja referência, não ameaça.
Que a paz que Cristo gera em mim alcance os que estão ao meu redor.
Ser pacificadora não é ser passiva.
É ser governada por Deus.
E hoje, mais uma vez, aprendi que o agir do Espírito Santo começa quando eu paro —
paro de reagir, paro de justificar, paro de me defender —
e dou lugar para Ele trabalhar em mim.
Oração ao pôr do sol – um clamor por mansidão e paz
Senhor,
eu me derramo diante de Ti neste momento,
enquanto ainda faço sozinha o meu pôr do sol.
Há no meu coração o desejo de, um dia, viver esse momento com meus filhos,
cada um trazendo um versículo,
cada um aprendendo a meditar na Tua Palavra durante a semana.
E o versículo que hoje ecoa em mim é este da escola Sabatina deste trimestre:
“Alegrem-se sempre no Senhor; outra vez digo: alegrem-se!” (Filipenses 4:4) .
Eu quero me alegrar em Ti, ó Deus.
Mas confesso: minha alegria também está em ver a minha vida transformada
pela ação real do Teu Espírito Santo em mim.
Não quero apenas falar de mudança —
eu quero viver a mudança.
Por isso, peço ao Senhor sabedoria.
Peço inteligência espiritual.
Peço discernimento que vem do alto.
E, com temor e reverência, peço uma unção dobrada,
não para aparecer,
mas para viver em paz com meus filhos,
com meus amigos
e com todos que o Senhor colocar ao meu redor.
Que as pessoas vejam o Senhor em mim, Pai.
Não apenas nas minhas palavras,
mas em cada ação empreendida,
em cada resposta dada,
em cada silêncio escolhido.
Muda o meu temperamento, Deus.
Não maquies quem eu sou — transforma-me.
Arranca de mim aquilo que não Te glorifica
e faz nascer em mim o fruto do Teu Espírito( Amor, Alegria, paz, paciência, Amabilidade, Bondade, Fidelidade, mansidão e domínio Próprio).
Eu quero ser, de fato, sal da terra e luz do mundo.
Ajuda-me a ser diferente daquilo que a minha velha natureza sempre foi.
Eu preciso da mansidão que vem de Ti.
Eu preciso da sabedoria que não nasce em mim.
Tua Palavra diz que tudo o que pedimos em oração, crendo, receberemos.
Eu creio, Senhor.
Não com uma fé arrogante,
mas com uma fé dependente,
submissa à Tua vontade
e confiante no Teu cuidado.
Ensina-me a orar, Pai.
Ensina-me a orar como Jesus ensinou.
Ensina-me a orar com o coração alinhado ao Teu Reino.
Que a oração que Jesus nos ensinou
não seja apenas repetida pelos meus lábios,
mas vivida pela minha vida.
Faz de mim uma pacificadora.
Não alguém que evita conflitos,
mas alguém que leva a Tua presença para dentro deles.
Não alguém que impõe silêncio,
mas alguém que semeia reconciliação.
Que venha o Teu Reino sobre mim.
Que seja feita a Tua vontade em mim.
Que a Tua paz governe meu coração
e transborde para todos ao meu redor.
Em nome de Jesus,
amém.
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