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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Brasileira, natural de Nilo Peçanha na Bahia. Missionária,membro da Igreja Batista, atua seu ministério na Casa de Abraão/ RJ. Estudante de Psicologia;conselheira em dependência química,com formação em prevenção tratamento e recaídas; técnica em enfermagem e publicidade. Educadora e colaboradora da Alimentação Viva, formada pelo Projeto Terrapia/ENSP/FioCruz. Oferece workshops, orientação, apoio e acompanhamento a pessoas que visem práticas saudaveis antienvelhecimento pela alimentação. Disponibilidade para consultoria e palestras de auto-estima e cuidados ambientais como promoção da saúde, segundo os princípios biblícos. Priorizando como método de pesquisa e da prevenção a introdução do Suco Vivo, para desitoxicação de pessoas usuárias de álcool e outras drogas, especialmente a população em situação de rua.

terça-feira, 17 de março de 2026

17/03/26- Registro não publicados dos últimos dias

 

Meditação – 15/03/2026

O Vale entre a vida real e a vida ideal

Hoje, na minha meditação em 1 Samuel 17:3, algo chamou profundamente a minha atenção: havia um vale entre os filisteus e os israelitas. Era como se dois lados estivessem separados por um espaço de decisão.

Naquele momento, o Espírito Santo trouxe à minha memória outro texto, e fui levada a 1 Samuel 14:4, onde Jônatas enfrenta uma passagem estreita entre dois penhascos: Bozez e Sené.

Então uma pergunta nasceu dentro de mim:

O que me separa da vida real — essa vida onde muitas vezes me vejo inquieta, ansiosa, desobediente, sem constância, lutando com pensamentos e atitudes — da vida ideal com Deus, uma vida de compromisso, fidelidade, valores e princípios?

E entendi que existe um vale entre essas duas vidas.

A revelação do vale

Esse vale representa o espaço da decisão.

De um lado está:

·         a vida segundo Deus

·         o propósito

·         a obediência

·         a paz

Do outro lado está:

·         a minha luta interna

·         a ansiedade

·         a inquietação

·         os conflitos

O vale é o lugar onde:

·         meus pensamentos lutam

·         minha carne luta contra o espírito

·         o medo tenta me paralisar

Foi nesse vale que Golias gritava todos os dias.
E eu entendi que é exatamente nesse espaço — entre quem eu sou e quem Deus me chamou para ser — que as vozes de acusação aparecem.

 

Os penhascos da travessia

Em 1Samuel 14:4, existem dois penhascos:

Bozez e Sené.

E percebo que essa travessia também existe dentro de mim.

Bozez representa os momentos em que me sinto exposta:

·         quando vejo minhas falhas

·         quando me sinto vulnerável

·         quando tenho medo de não corresponder

Sené representa os espinhos do processo:

·         dores emocionais

·         frustrações

·         lembranças difíceis

·         processos que machucam

Entendo que muitas vezes o caminho para Deus passa exatamente entre:
exposição e dor.

 

Os vales que encontro dentro de mim

Ao refletir, percebo que esse vale entre a vida real e a vida ideal é formado por três aspectos:

1. O Vale da Inércia — a paralisia do medo

Assim como em 1 Samuel 17, vejo que muitas vezes fico parada, ouvindo “vozes” que dizem:

·         que não vou conseguir

·         que sempre erro

·         que não adianta tentar

E percebo que, como Israel, posso ficar apenas olhando o vale, em vez de atravessá-lo.

 

2. O Vale da Distração — os penhascos da rotina

Assim como Jônatas enfrentou penhascos, eu também vivo entre extremos:

·         fazer demais

·         e, ao mesmo tempo, não me conectar com Deus

Percebo que nem sempre é um grande erro que me afasta de Deus, mas uma rotina cheia, distraída e sem espaço para a presença d’Ele.

 

3. O Vale da Conveniência

Vejo que muitas vezes sei o que preciso mudar, mas permaneço na margem.

Jônatas avançou.
Davi desceu ao vale.

E eu entendo que a vida com Deus exige movimento.

O que muitas vezes me separa dessa vida não é incapacidade, mas o conforto de não agir.

 

O detalhe que mudou minha compreensão

Ao continuar meditando em 1 Samuel 17, percebi algo muito profundo.

Davi, antes de enfrentar Golias, desceu ao ribeiro e escolheu cinco pedras lisas.

Essas pedras eram lisas porque foram trabalhadas pela água ao longo do tempo.

E eu entendi que:

as armas que vencem os gigantes da minha vida são formadas nos processos silenciosos entre mim e Deus.

Davi não usou a armadura de Saul.
Ele usou aquilo que já fazia parte da sua história.

Isso falou muito comigo.

Porque muitas vezes tento lutar batalhas espirituais tentando ser alguém que não sou, quando Deus quer usar aquilo que Ele já está formando em mim.

 

A maior revelação

Também entendi que o gigante não caiu apenas por causa da pedra.

Ele caiu porque Davi entrou no vale com uma posição interior diferente.

Enquanto o povo ouvia o gigante,
Davi lembrava de Deus.

Enquanto o povo carregava medo,
Davi carregava memória de livramentos.

E isso me confrontou profundamente.

 

A resposta que encontrei

Hoje entendo que o que me separa da vida real e da vida ideal não é o tamanho do vale.

É o que eu carrego dentro de mim quando entro nele.

Se entro carregando:

·         medo

·         culpa

·         insegurança

·         acusações

o vale se torna um lugar de derrota.

Mas se entro carregando:

·        

·         memória do que Deus já fez

·         identidade em Deus

·         intimidade construída no secreto

então o vale se torna um lugar de transformação.

 

Conclusão

Hoje eu compreendo que:

o vale que existe entre a vida que vivo e a vida que Deus deseja para mim não é um abismo — é um caminho.

Um caminho onde:

·         eu decido confiar (como Jônatas)

·         eu enfrento o medo (como Davi)

·         e eu aprendo a caminhar com Deus em qualquer situação (como no salmo 23)

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