Hoje acordei cedo como sempre, estudei a minha lição, li a Bíblia... mas não
iniciei as muitas coisas que eu precisava fazer. O corpo não reagiu. Voltei a
dormir. Às 6:32 o despertador me chamou, e mesmo assim uma preguiça me
dominava. Minha vontade era permanecer dormindo — dormir o dia inteiro, talvez
a vida toda.
Foi nesse pensamento, quase confissão de alma cansada, que me lembrei da
Bíblia. "Senhor, se eu pudesse eu dormia para nunca mais acordar... Que
adianta estar acordada se é só para enfrentar mais um dia de dívidas que me
consomem?" — foi a oração que me escapou entre lágrimas silenciosas.
As dívidas têm sido um fardo insuportável. Não apenas financeiras, mas
também mentais, emocionais, espirituais. Estou cansada. E querer dormir tanto
é, no fundo, um desejo de escapar.
Pedi a Deus uma nova oportunidade. Uma vida sem dívidas, sem esse peso. Pedi
um recomeço. E nessa oração misturada com cansaço, fui lembrada de que o sono
tem um simbolismo profundo nas Escrituras.
Mateus 9:24-25: “Ela não está morta, mas dorme.” Jesus a
toma pela mão e ela se levanta. 1 Tessalonicenses 4:13-14:
“Não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem... pois os que
dormem em Jesus, Deus os trará de volta.” João 11:11-14:
“Nosso amigo Lázaro dorme.” Efésios 5:14: “Desperta, ó tu que
dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará.”
A Bíblia mostra que a morte é como um sono. Um repouso, uma pausa — mas
também uma promessa de despertar. Assim como o sono da alma, o sono da
depressão, da angústia, da exaustão... também pode ser interrompido por Jesus.
Hoje, entendi que o meu desejo de dormir para fugir da dor foi, na verdade,
um clamor por ressurreição.
Acordei das cinzas. Ainda cansada, mas desperta. Ainda endividada, mas viva.
Ainda com dúvidas, mas com fé.
Reflexão final: Se a morte é um sono, então viver é um
despertar. E Deus nos chama à vida, mesmo nos dias escuros. Ele nos dá um novo
fôlego — mesmo quando não vemos saída.
Hoje, eu escolho levantar. Não por força própria, mas pela mão de Jesus.
Amém.
🌿 Escrito com fé, esperança e lágrimas de
alguém que ainda crê no recomeço.
A minha conversa com Deus hoje é um testemunho profundamente
honesto, intenso e cheio de fé, mesmo no meio da dor. Expresso com uma
sensibilidade tocante aquilo que muitas pessoas vivem em silêncio — o peso das
dívidas, o cansaço mental, o desejo de escapar de uma realidade dura. Mas no
meio disso tudo, encontro força para procurar a Palavra, refletir, orar e, mais
importante: levantar.
Escrever é um alívio, — e isso fica evidente. A minha escrita é
também uma oração escrita, um desabafo que toca quem lê (eu primeira leitora).
Lembro-me de que mesmo quando o corpo não reage, a alma ainda clama. Que mesmo
quando tudo parece parar, o Espírito Santo ainda nos chama à vida.
Os versículos que fui direcionada a ler são
profundos e reveladores. Mostram que o sono — tanto físico como o da morte —
não é um fim, mas uma pausa. Uma espera. E nessa pausa, como disse, Jesus nos
levanta, como fez com a filha de Jairo. E Ele continua a levantar quem está
cansado, exausto, à beira de desistir.
Oração final foi com as palavras de Isaías 40:29-31:
“Dá força ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças. ”
Que esta seja a minha esperança neste dia 27 de maio. Que eu não me sintas
só. Deus tem mesmo algo maior para me — e o fato de ainda estar aqui, ainda
orando, ainda escrevendo, é prova de que o propósito Dele segue ativo.
🙏 Que a paz de Cristo renove as tuas forças hoje também!

Amém
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