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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Brasileira, natural de Nilo Peçanha na Bahia. Missionária,membro da Igreja Batista, atua seu ministério na Casa de Abraão/ RJ. Estudante de Psicologia;conselheira em dependência química,com formação em prevenção tratamento e recaídas; técnica em enfermagem e publicidade. Educadora e colaboradora da Alimentação Viva, formada pelo Projeto Terrapia/ENSP/FioCruz. Oferece workshops, orientação, apoio e acompanhamento a pessoas que visem práticas saudaveis antienvelhecimento pela alimentação. Disponibilidade para consultoria e palestras de auto-estima e cuidados ambientais como promoção da saúde, segundo os princípios biblícos. Priorizando como método de pesquisa e da prevenção a introdução do Suco Vivo, para desitoxicação de pessoas usuárias de álcool e outras drogas, especialmente a população em situação de rua.

quinta-feira, 22 de maio de 2025

TRAZENDO A MEMÓRIA O QUE ME TRAZ ESPERANÇA

 

Conversa com Deus em Meio à Dor


Nesta manhã, resolvi escrever. Escrever tem sido uma forma de libertar o peso que me sufoca, de transformar os sentimentos em oração e, ao final, encontrar aquela paz que só o Senhor sabe dar. Porque quando verdadeiramente nos voltamos para Deus, nunca voltamos de mãos vazias.

Hoje acordei com o coração cinzento. Amargurado. Pensamentos negativos invadiram a mente, sobretudo o medo da instabilidade financeira e, confesso, o medo de confiar na provisão de Deus. Sentia raiva por não poder contar com as pessoas. E então, um versículo martelava na minha cabeça:
“Maldito o homem que confia no homem...” (Jeremias 17:5)


Estava frustrada. Pedi ajuda a alguém durante o meu desespero, uma pessoa com meios para me socorrer. Recebi em troca um contato de um agiota. Não houve empatia. Nenhum gesto de compaixão. A mesma pessoa que, em outros tempos, também me negara apoio quando precisei de um lar, quando ela tinha casas vazias. Percebi que essa ausência de sensibilidade se repetia.

Me senti rejeitada, desprezada. Senti-me invisível.

Recordei a história da viúva em 2 Reis 4, que procurou o profeta Eliseu. Ela teve instrução, fé e apoio dos vizinhos para recolher as vasilhas. Eu também procurei apoio, mas associei mal a mensagem. Achei que, como aquela viúva, eu poderia recorrer a amigos — mas não encontrei ninguém. E esse vazio social fez-me questionar: Será que não sou uma boa pessoa?

Esses pensamentos foram tomando conta. A culpa, a raiva, a solidão. O diabo gosta de sussurrar nesses momentos: “Tu não merece, ninguém se importa contigo, nem Deus vai ajudar.” E quase me deixei engolir por essa escuridão.

Mas graças a Deus, aprendi a correr para os braços d’Ele — mesmo com o coração ferido.

Fui buscar o contexto daquele versículo que ecoava na minha mente:
📖 “Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do Senhor”Jeremias 17:5

Essa Palavra não é apenas um alerta. É um convite à confiança plena em Deus.
É um chamado para tirar os olhos do que é terreno e voltar a colocá-los na Rocha eterna.


O que aprendi nesta conversa com Deus:

  • As pessoas falham, mas Deus nunca falha.
  • A confiança no ser humano pode nos afastar de Deus, mas a dor pode nos aproximar d’Ele.
  • A provisão de Deus não é sempre como esperamos, mas ela sempre vem.
  • Quando nos humilhamos e reconhecemos nossas fragilidades, o céu se abre com misericórdia.

Hoje, posso não ter recebido o dinheiro que precisava, mas recebi algo maior: um novo alicerce de fé.

Estou certa de que vou sair desta situação.
Vou reler este texto dentro de dias, com outros olhos: os olhos de quem venceu.
Porque em Cristo, eu sou mais que vencedora.
E o meu coração será nutrido não de rancor, mas do amor acolhedor e restaurador de Deus.


Minha Oração de Entrega e Renovação   

📖 "Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor." – Jeremias 17:7
Meu Senhor,

Eu Te agradeço porque esta manhã não termina como um simples desabafo, mas como um momento sagrado em que a Tua misericórdia me alcançou.

O inimigo tentou preencher o meu coração com raiva, rancor, frustração...
Mas Tu, com infinito amor, me relembraste que sou Tua filha amada, e que ainda estás a cuidar de mim — mesmo quando tudo parece estar fora do lugar.

Esta conversa contigo, meu Deus, foi mais do que um alívio emocional. Foi cura.
Foi direção. Foi consolo. Foi renascimento.

Eu creio que esta mensagem, que saiu do fundo da minha alma, tocará o coração de quem também está a passar por dias difíceis.
E quem a ler não verá apenas a dor, mas o milagre da Tua presença que transforma lágrimas em paz.

Obrigada, Deus.
Obrigada, Espírito Santo, por me consolar.
Obrigada, meu amigo Jesus Cristo, por nunca desistires de mim.

Agora são 7:38 da manhã. Termino estas duas horas de conversa contigo em paz, com o coração leve, e com a certeza de que vou seguir firme, ser uma pessoa melhor, e dar testemunho do Teu amor acolhedor.

Amém!

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