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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Brasileira, natural de Nilo Peçanha na Bahia. Missionária,membro da Igreja Batista, atua seu ministério na Casa de Abraão/ RJ. Estudante de Psicologia;conselheira em dependência química,com formação em prevenção tratamento e recaídas; técnica em enfermagem e publicidade. Educadora e colaboradora da Alimentação Viva, formada pelo Projeto Terrapia/ENSP/FioCruz. Oferece workshops, orientação, apoio e acompanhamento a pessoas que visem práticas saudaveis antienvelhecimento pela alimentação. Disponibilidade para consultoria e palestras de auto-estima e cuidados ambientais como promoção da saúde, segundo os princípios biblícos. Priorizando como método de pesquisa e da prevenção a introdução do Suco Vivo, para desitoxicação de pessoas usuárias de álcool e outras drogas, especialmente a população em situação de rua.

domingo, 2 de novembro de 2025

02/11/2025 - Meu estado emocional, espiritual e minha vida nos últimos dias

Isso foi sobre ontem 01/11/2025

Ontem acordei com as carnes do corpo trémulas, mas com o coração agradecido — afinal, consegui acordar às 7:00 da manhã. Nossa… como eu estava cansada. Venho de uma semana cheia de preocupações e de muito trabalho, atendendo até às 21:00 ou 22:00 horas, começando às 7:00 ou 8:00 da manhã. Ouvindo todo tipo de demanda — e muitas delas, semelhantes aos problemas que eu própria atravesso.

Muitas vezes, ao ouvir meus pacientes, digo: “Eu entendo o que você está passando”. E eles não sabem, mas quando digo isso, é literalmente verdade — eu também passo por aquilo.

Há momentos em que, ao acordar ou no meio do dia, sinto vontade de sumir… de desaparecer por vergonha da minha filha, por vergonha de mim mesma. Mas, agora escrevendo, pergunto-me: “Sumir para onde?”
Talvez “sumir” seja uma forma discreta de dizer “quero morrer, sair deste mundo onde não tenho conseguido viver”.

Mas morrer seria mesmo a solução?
No fundo, sei que não. Porque, quando olho para a minha história de vida, percebo que não sou esse fracasso aparente. Apenas estou cansada. Talvez adoecida. Tenho medo de não dar mais conta desse esforço e cair de vez. Mas, de alguma forma, eu sigo.
Atendo.
Ouço.
Ajudo.
E, muitas vezes, ainda consigo rir.

E então penso: como dar fim à minha vida, se ainda consigo dar vida a tantos?

Se eu morresse hoje, as pessoas contariam a minha história — cada uma com a sua versão. Por isso escrevo: para que alguém leia sobre mim mesma, da forma como eu realmente sou.

Mas, de repente, algo dentro de mim desperta — uma fênix renasce das cinzas — e eu digo bem alto:
“Ninguém vai contar a minha história. Eu mesma vou contar a minha história!”

2025 foi um ano muito difícil financeiramente, mas foi também o ano em que mais me aproximei de Deus.
Posso afirmar com convicção que, em cada um dos 365 dias, o Senhor esteve presente na minha vida.
Hoje escrevo e declaro com voz firme:
O braço forte do Senhor me sustentou em toda opressão.

Eu mesma vou contar essa história — e o mais importante será o desfecho dela, o testemunho de vitória.
Eu venci porque o Senhor esteve comigo em todo o tempo.

Fui à igreja em silêncio, porque se falasse, choraria.
Assisti ao culto com o coração em paz, convicta de uma única verdade:
Deus é bom.

Acordo, às vezes, com crises de ansiedade — corpo trémulo, palpitações fortes — e passo o tempo a fazer respiração diafragmática. Mas algo bom posso afirmar: não estou em depressão profunda.
Tenho-me alimentado dos “comprimidos” da Palavra de Deus — e é isso que me mantém de pé, ao ponto de conseguir escrever, chorar, chorar… e ainda assim prosseguir.

Posso dizer, como o apóstolo Paulo:

“Quando estou fraca, então é que sou forte.”
(2 Coríntios 12:10)

Paulo aprendeu a alegrar-se nas fraquezas, pois é nelas que a força de Cristo se manifesta plenamente. Tenho vivido exatamente isso.
E é nesse contexto que escrevo hoje: porque é nas dores, nas dificuldades e nas angústias que descubro a força de Cristo a sustentar-me.


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