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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Brasileira, natural de Nilo Peçanha na Bahia. Missionária,membro da Igreja Batista, atua seu ministério na Casa de Abraão/ RJ. Estudante de Psicologia;conselheira em dependência química,com formação em prevenção tratamento e recaídas; técnica em enfermagem e publicidade. Educadora e colaboradora da Alimentação Viva, formada pelo Projeto Terrapia/ENSP/FioCruz. Oferece workshops, orientação, apoio e acompanhamento a pessoas que visem práticas saudaveis antienvelhecimento pela alimentação. Disponibilidade para consultoria e palestras de auto-estima e cuidados ambientais como promoção da saúde, segundo os princípios biblícos. Priorizando como método de pesquisa e da prevenção a introdução do Suco Vivo, para desitoxicação de pessoas usuárias de álcool e outras drogas, especialmente a população em situação de rua.

terça-feira, 1 de julho de 2025

01/07/2025- Reflexão: O Apetite — A Porta Sutil da Ruína Espiritual

 

O ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, foi dotado de razão, consciência e vontade. No entanto, ao longo da história bíblica e da experiência humana, um ponto frágil tem se revelado como constante brecha para o pecado: o apetite.

Ellen G. White, com sabedoria e discernimento espiritual, declarou que “o mais forte poder de Satanás sobre o homem exerce-se através do apetite.” E ao refletirmos sobre essa afirmação, percebemos como ela é comprovada desde o Éden.

Foi através do apetite que Eva caiu, ao desejar o fruto proibido (Gênesis 3). Satanás não usou força, nem argumentos complexos — apenas uma sugestão sutil, revestida de aparência agradável e desejo físico. Ali, o apetite se tornou o primeiro campo de batalha da humanidade — e foi perdido. Mais tarde, em contraste, Jesus no deserto venceu justamente onde Adão e Eva fracassaram: ao rejeitar transformar pedras em pão para satisfazer a fome, Ele mostrou que a vontade de Deus está acima do impulso do estômago (Mateus 4:4).

Essa batalha, porém, não terminou ali. Todos os dias, somos tentados a ceder à comida em excesso, aos desejos impulsivos e ao consumo sem consciência. Ellen White alerta que, ao entregarmos o domínio da nossa vontade ao apetite, abrimos espaço para Satanás moldar nossas escolhas, embotar nossos pensamentos e controlar nossa vida.

Mas por que o apetite tem tanto poder? Porque ele atua sobre uma necessidade legítima, porém distorcida. Comer é essencial — mas quando o desejo pela comida se sobrepõe à razão, à saúde e à comunhão com Deus, torna-se um ídolo. E como todo ídolo, exige sacrifício: nossa saúde, nossa energia, nossa mente e, muitas vezes, nossa salvação.

O apetite descontrolado se transforma então em uma ferramenta de manipulação espiritual. A mente sobrecarregada, o corpo adoecido, a vontade enfraquecida... tudo isso cria o terreno ideal para que outras tentações se instalem: preguiça, irritabilidade, gula, luxúria, desânimo, desorganização. E assim, uma pequena concessão se torna um grande desvio.

No entanto, há esperança. O mesmo Cristo que venceu o apetite no deserto promete nos capacitar com o fruto do Espírito chamado domínio próprio (temperança) (Gálatas 5:22-23). Com Ele, podemos vencer — não por força própria, mas pela graça que fortalece a vontade e ilumina a consciência.

A temperança, portanto, é um escudo espiritual. Não se trata apenas de saúde física, mas de santidade. Quando controlamos o apetite, estamos reafirmando que é Deus quem reina em nós, não o estômago, nem os impulsos, nem Satanás. 

Oração para Hoje

“Senhor, ajuda-me a viver para Tua glória, inclusive em minha alimentação. Que o meu corpo seja templo do Teu Espírito, e que cada decisão — por menor que pareça — reflita a Tua presença reinando em mim. Dá-me o fruto da temperança. Em nome de Jesus, amém.”

Hoje 01 de julho permaneço em propósito de jejum e oração

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